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Investigações da Polícia Civil apontam participação de irmão na morte de servidora pública em Rondônia

Publicado em 03/10/2026 02:13

A investigação sobre a morte de Poliana dos Santos Gonçalves, servidora municipal de 31 anos, tomou um rumo inesperado em Rondônia. O próprio irmão da vítima, João Vitor dos Santos Gonçalves, de 24 anos, foi preso pela Polícia Civil sob a suspeita de envolvimento no latrocínio (roubo seguido de morte).

A prisão foi efetuada na quinta-feira (24), no município de Jaru. O crime ocorreu em março deste ano, na cidade de Machadinho d’Oeste, onde Poliana foi encontrada sem vida dentro de sua residência. A vítima apresentava marcas de perfurações por objeto cortante, além de estar com braços e pernas amarrados e olhos vendados. Na data do ocorrido, a motocicleta e o telefone celular da servidora haviam sido levados.

Do aviso ao resgate: a conduta que levantou suspeitas

Um dos pontos centrais que chamou a atenção dos investigadores foi a conduta de João Vitor no dia do crime. Foi ele quem acionou as autoridades e afirmou ter encontrado o corpo da irmã.

 

De acordo com o depoimento prestado à época, ele se dirigiu à casa de Poliana após ser alertado por colegas de trabalho de que ela não tinha comparecido ao serviço. Ao chegar ao local, notou a porta dos fundos aberta e encontrou o corpo no quarto, ao lado da cama. O avanço da coleta de provas, no entanto, levou os investigadores a apontá-lo como coparticipante no delito.

Conclusão do inquérito e desdobramentos judiciais

A Polícia Civil de Rondônia confirmou a conclusão do inquérito policial, que já foi remetido ao Ministério Público do Estado (MPRO). Como o processo corre sob sigilo sumário, os detalhes técnicos e as evidências que fundamentaram o pedido de prisão não foram tornados públicos.

João Vitor foi recolhido ao Centro Regional de Ressocialização Augusto Simon Kempe, localizado em Jaru, onde permanece à disposição do Poder Judiciário. O caso seguirá o trâmite processual cabível, respeitando-se o direito à ampla defesa e a presunção de inocência do acusado até o julgamento final.

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