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RELATÓRIO REVELA QUE AVIÃO QUE CAIU NO RIO TIETÊ USAVA PEÇAS DE CARRO E FITA ISOLANTE NA FIAÇÃO  

Publicado em 16/10/2026 21:12 • Atualizado em 16/10/2026 21:12
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O relatório oficial do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), divulgado pela Força Aérea Brasileira (FAB), revelou uma série de irregularidades gravíssimas na aeronave que caiu no Rio Tietê, em Pereira Barreto (SP), em fevereiro de 2024. O acidente resultou na morte do piloto Rosivaldo Mendes da Silva, de 38 anos, e deixou um passageiro gravemente ferido.

Entre as descobertas chocantes da investigação, os técnicos identificaram o uso de componentes automotivos terrestres no lugar de peças aeronáuticas originais, como filtros de combustível e de radiador de óleo, além de mangueiras comuns e fita isolante na fiação elétrica da aeronave. A manutenção era realizada pelo próprio piloto, que era dono de uma oficina de motocicletas e não possuía autorização da ANAC para exercer essa função.

O relatório também apontou falhas graves na documentação e habilitação: Rosivaldo não possuía habilitação para pilotar aeronaves anfíbias e operou por mais de dez anos com seu certificado de validade vencido, regularizando-o apenas em 2023. Além disso, a decolagem ocorreu às 21h50, em período noturno, quando as regras para aeronaves experimentais restringiam os voos ao horário diurno. A aeronave perdeu sustentação apenas dez minutos após decolar e caiu submersa no rio.

A conclusão do Cenipa é clara: o descumprimento de normas e regulamentos contribuiu diretamente para a tragédia. O caso serve como um alerta sobre os riscos de realizar manutenção inadequada e operar aeronaves sem a devida qualificação e documentação em dia.