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MATO GROSSO RECLAMA DO FIM DA ESCALA 6X1

Publicado em 16/10/2026 00:27 • Atualizado em 16/10/2026 00:28
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A Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) manifestou preocupação após a aprovação da PEC 221/2019 pelo Senado Federal, na noite de quarta-feira (14). A proposta prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho. Segundo levantamento do Observatório de Mato Grosso do Sistema Fiemt, a mudança pode gerar um custo adicional entre R$ 800 milhões e R$ 1,2 bilhão por ano para a indústria do estado — um aumento de 9,9% a 14,8% na folha de pagamento do setor.

Os dados, baseados na RAIS de 2024, indicam que 167.579 vínculos de trabalho na indústria mato-grossense podem ser afetados, o que corresponde a 84,7% dos empregos do setor.

Para a Fiemt, a redução da jornada sem redução de salários tende a elevar o custo da hora trabalhada. As empresas podem precisar pagar mais horas extras ou contratar novos profissionais para manter a produção. O agravante é que Mato Grosso já registra uma das menores taxas de desemprego do país, apenas 2,4%, o que dificulta ainda mais novas contratações.

A entidade alerta que parte desses custos deve ser repassada aos consumidores, pressionando os preços de produtos e serviços. Além disso, o aumento das despesas pode comprometer a competitividade da indústria e reduzir a capacidade de investimento das empresas.

A federação reconhece a importância da melhoria das condições de trabalho, mas criticou a aprovação sem um aprofundamento suficiente sobre os impactos econômicos e sociais, especialmente durante o período eleitoral. Defende que a regulamentação da nova jornada considere as diferenças entre os setores e ofereça segurança jurídica às empresas.