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🛑MAIOR CORRETORA DE CRIPTOMOEDAS DO MUNDO SOFRE ROUBO BILIONÁRIO; HACKERS DESVIAM R$ 34 BILHÕES EM APENAS 20 MINUTOS

Publicado em 31/10/2026 00:27 • Atualizado em 31/10/2026 00:28
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A Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo, sofreu na quinta-feira um ataque hacker que especialistas classificam como o maior roubo já registrado no setor. Na tarde de quinta-feira, hackers conseguiram desviar cerca de US$ 6,3 bilhões — aproximadamente R$ 34 bilhões — em uma ação que durou apenas 20 minutos.

Fundada em 2017, em Xangai, na China, a Binance reúne cerca de 335 milhões de usuários cadastrados em todo o mundo e administra ativos digitais no valor de aproximadamente US$ 162,8 bilhões. A empresa suspendeu temporariamente os saques logo após detectar a invasão, mas garantiu que os depósitos dos clientes não foram afetados e prometeu cobrir integralmente todas as perdas. A previsão é de que os serviços de saque sejam retomados em até 45 horas. Para cobrir os prejuízos, a corretora informou que utilizará recursos próprios e um fundo de emergência conhecido como SAFU, criado justamente para proteger os usuários em casos de falhas de segurança.

Segundo a TRM Labs, empresa especializada em rastreamento de criptoativos, os criminosos conseguiram comprometer o sistema responsável por autorizar transferências. A maior parte do desvio ocorreu por volta das 17h, no horário de Brasília. Em seguida, os hackers movimentaram os recursos rapidamente para dificultar o bloqueio e o rastreamento do dinheiro. Inicialmente, a suspeita era de que a invasão tivesse começado a partir do computador de um engenheiro da própria empresa, mas outras falhas de segurança também estão sendo investigadas.

Parte dos recursos roubados foi bloqueada por empresas do setor: a Tether congelou quase US$ 1,57 bilhão, a Circle bloqueou mais de US$ 800 milhões e a Ripple cerca de US$ 200 milhões. A World Liberty Financial, empresa ligada à família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também participou das ações de bloqueio. No entanto, o congelamento não significa que o dinheiro tenha sido devolvido — apenas impede que os hackers movimentem esses valores. Cerca de US$ 2,4 bilhões em Bitcoin e Ether não puderam ser bloqueados, pois essas moedas não possuem uma entidade central responsável pelo controle das transações. Até o momento, aproximadamente US$ 3 bilhões em ativos foram localizados, mas não recuperados, deixando cerca de US$ 3,3 bilhões ainda sem paradeiro conhecido.

Empresas de rastreamento como TRM Labs e Chainalysis apontam semelhanças entre esse ataque e a invasão à corretora Bybit, ocorrida em 2025, que o FBI atribuiu a hackers ligados à Coreia do Norte. Há anos, autoridades dos Estados Unidos e da Coreia do Sul acusam o país de utilizar grupos de criminosos virtuais para financiar atividades governamentais, acusações que o governo norte-coreano nega. A Binance, no entanto, afirma que sua investigação ainda não identificou oficialmente os responsáveis pelo ataque.

A notícia provocou forte reação no mercado de criptoativos nesta sexta-feira. O Bitcoin recuou mais de 3%, atingindo seu menor patamar em meses. A moeda BNB, ligada à própria Binance, caiu cerca de 5% em 24 horas. As ações de outras empresas do setor também recuaram na bolsa americana. O setor acumula perdas expressivas: somente em 2025, segundo a TRM Labs, roubos de criptoativos somaram cerca de US$ 2,9 bilhões em quase 150 ataques registrados.