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TRAGÉDIA : MÃE QUE AGUARDAVA TRANSPLANTE DE FÍGADO É MORTA A TIROS

Publicado em 17/10/2026 11:39
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Uma mulher de 32 anos, que aguardava há cerca de dois anos por um transplante de fígado e enfrentava uma rotina semanal de tratamentos hospitalares, perdeu a vida durante uma intervenção policial motivada por um desentendimento conjugal. Camila Pereira deixa duas filhas pequenas.

O episódio ocorreu logo após o término de um relacionamento de cinco meses entre a vítima e Diogo Sousa. Conforme depoimento prestado pelo ex-companheiro às autoridades, ele vinha sofrendo ameaças e perseguições por parte de Camila, inclusive com o uso de uma faca. Ao avistar três policiais militares em uma oficina mecânica, Diogo solicitou auxílio, relatou o conflito e deixou o estabelecimento em seu veículo.

Momentos depois, Camila chegou ao local portando uma faca e avançou em direção à equipe militar. Segundo o soldado André Coelho, de 30 anos, os agentes ordenaram que a mulher largasse a arma branca. Diante da recusa, o policial efetuou um disparo que atingiu o tórax da vítima.

No entanto, imagens capturadas por câmeras de segurança colocam em xeque a versão de legítima defesa imediata. Após a análise do vídeo, o delegado responsável pelo caso sinalizou indícios de excesso no uso da força letal. O relatório preliminar aponta que Camila se encontrava a metros de distância dos policiais, mantinha os braços abaixados e não demonstrava conduta de ataque iminente no exato instante do tiro.

Por outro lado, a defesa do soldado sustenta que a conduta seguiu rigorosamente os protocolos operacionais da Polícia Militar e que o agente agiu motivado pela percepção de uma ameaça iminente. O caso segue sob apuração das autoridades competentes, sem veredito final sobre a legalidade da intervenção, enquanto duas crianças pequenas lidam com a perda da mãe.